Transportes perdem 13 milhões de validações no primeiro trimestre

Comboio e metro com maior queda no número de passageiros. Já na aviação a procura subiu 2,5%.

Metro de Lisboa perdeu mais de sete milhões de passageiros entre Janeiro e Março
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Sindicatos voltam à greve na próxima quinta-feira Enric Vives-Rubio

Os transportes perderam 13 milhões de validações no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os comboios e o metro protagonizaram as maiores descidas. Já a aviação assistiu a um ligeiro aumento na procura.

O relatório mostra que, entre Janeiro e Março, os transportes registaram um total de 89,8 milhões de validações, o que significou uma queda de 12,7% face ao mesmo período de 2012 e uma perda de 13 milhões de passageiros, em termos absolutos.

A maior redução na procura foi da responsabilidade do metro, que assistiu a uma diminuição de 13,9% no número de bilhetes emitidos. Neste campo, Lisboa apresenta os recuos mais acentuados, tendo perdido mais de sete milhões de passageiros nos primeiros três meses de 2013. No Porto, a queda foi de apenas 4,4%.

Já nos comboios, verificou-se uma redução de 13,4%, o que significou uma perda de 4,7 milhões de validações, em termos absolutos. No transporte fluvial, o decréscimo fixou-se em 11%, correspondendo a menos 728 mil validações do que no primeiro trimestre do ano passado.

Já a aviação manteve a tendência de crescimento que tem vindo a registar nos últimos tempos. A subida, embora ligeira, foi de 2,5%, tendo sido transportados cerca de 5,8 milhões de passageiros entre Janeiro e Março, o que compara com os 5,6 milhões de 2012.

Os dados do INE mostram ainda que o movimento de mercadorias nos portos nacionais aumentou 3,2% neste período, resultado de um acréscimo de 6,3% no transporte internacional, que compensou uma diminuição de 10,8% no movimento entre portos nacionais.

Sines foi responsável por 41,3% do transporte de mercadorias, tendo movimentado 7,3 milhões de toneladas, o que significou uma subida de 9,2% face aos primeiros três meses do ano passado. Já Leixões e Lisboa, que representam no conjunto 36,4% dos movimentos, assistiram a quebras homólogas de 0,4 e 2,8%, respectivamente.