PSD, CDS e PS estabelecem uma semana para tentar "compromisso de salvação nacional"

O diálogo interpartidário já começou. Os três partidos do arco da governação começaram a definir a "metodologia de trabalho" e assumiram um prazo de "uma semana" para chegar a acordo

Alberto Martins diz que se Cavaco vetou é porque considerou que estavam em causa valores de equidade, justiça e igualdade
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Alberto Martins diz que se Cavaco vetou é porque considerou que estavam em causa valores de equidade, justiça e igualdade Daniel Rocha

Alberto Martins, Moreira da Silva e Mota Soares representam, respectivamente, PS, PSD e CDS na negociações. Arranque das negociações anunciado pelo PS e CDS precisamente com a mesma frase.

O PSD, PS e o CDS fizeram saber esta tarde que o "processo de diálogo interpartidário começou hoje [domingo] com os representantes do PSD, PS e CDS". De acordo com um comunicado disponibilizado na página electrónica do PS e informações enviadas às redacções pelas direcções do PSD e do CDS, os partidos discutiram já a "metodologia de trabalho" e fixaram "o prazo de uma semana para dar boa sequência aos trabalhos previstos para a procura de um compromisso de salvação nacional".

Durante este domingo o PS fez saber da sua disponibilidade para se reunir a "partir das 16h" depois da "auto-exclusão" do BE e PCP. E anunciou Alberto Martins como o líder da delegação socialista no processo. Pouco depois foi a vez do PSD e CDS anunciarem os nomes de Moreira da Silva e Mota Soares, respectivamente, para assumirem a representação dos seus partidos na mesa de negociações.

O PS anunciou também, através do seu líder parlamentar, o voto favorável à moção de censura que Os Verdes vão entregar esta segunda-feira na Assembleia da República.