Torre dos Clérigos vai abrir à noite a partir do Verão

Alargamento do horário das visitas decorre no âmbito das comemorações dos 250 anos da torre emblemática do Porto.

Visita nocturna ao monumento vai depender de marcação
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Visita nocturna ao monumento vai depender de marcação Adriano Miranda/Arquivo

Os portuenses e os turistas vão passar a poder subir à Torre dos Clérigos também à noite, para apreciar a vista nocturna da cidade já a partir do próximo Verão.

A iniciativa surge no âmbito das comemorações do 250º aniversário do monumento, mas, se correr bem, até se pode prolongar pelos próximos anos.

As subidas “by night” organizadas pela Irmandade dos Clérigos estão ainda em fase de preparação, até porque “levantam várias questões de logística e de segurança”, afirmou ao PÚBLICO o presidente da instituição,  o padre Américo Aguiar. Contudo deverão decorrer apenas durante o Verão, para grupos “de 20 ou 30 pessoas” e num “horário restrito”. Os bilhetes não vão ser vendidos à porta e, por isso, deverá ser feita uma pré-reserva para subir à torre à noite. O trabalho de promoção já está a ser feito junto de agências de viagem.

Com as visitas nocturnas, a Irmandade dos Clérigos pretende “conquistar novos públicos”, atrair mais turistas e também captar a atenção da população da cidade para a importância do monumento.

A ideia de abrir a torre à noite partiu dos próprios visitantes que, segundo o padre Américo Aguiar, perguntam “muitas vezes” por que não é possível fazê-lo. O presidente da Irmandade dos Clérigos observou ainda que as visitas nocturnas envolvem “um certo glamour” e que, nessa medida, “podem ser associadas a várias coisas” com potencial turístico, como “um brinde” com vinho do Porto sobre a cidade.

A Torre dos Clérigos é uma das marcas do período barroco mais importantes no país e está classificada como monumento nacional desde 1910. Neste 250.º aniversário da torre, a Irmandade dos Clérigos lançou um programa de comemorações de forma a valorizar e potenciar o monumento que é considerado por muitos como o ex-líbris do Porto.
 
 

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