CDS pressiona Passos para remodelação “mais completa” e quer pasta da economia

O dirigente nacional António Pires de Lima defende que pasta da Economia deve passar a Ministério de Estado.

Paulo Portas durante o conselho nacional do CDS
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Paulo Portas durante o conselho nacional do CDS Enric Vives-Rubio

No arranque da segunda parte dos trabalhos do conselho nacional do CDS, Pires de Lima disse ter “esperança” que a substituição do ministro Miguel Relvas seja o “primeiro acto” de uma “remodelação mais completa” que passa pela valorização da pasta da economia.

“Vou aguardar para ver o filme completo. Tenho esperança que a substituição seja o primeiro acto de uma remodelação mais completa. Se não se verificar considerarei uma oportunidade perdida”, afirmou aos jornalistas Pires de Lima. O dirigente deu assim o tom da análise política que os centristas se preparavam para debater na segunda parte do conselho nacional, a decorrer em Lisboa.

Pires de Lima defendeu que é preciso “relançar o investimento e a economia” e que é preciso que a pasta passe a “Ministério de Estado”. Questionado pelos jornalistas sobre se gostaria de ver Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, a acumular as sua função com a da Economia, Pires de Lima reagiu: “É uma pergunta à qual não quero responder”. Porquê?, insistiram os jornalistas. “Porque não me apetece porque não é razoável neste momento”, afirmou. Só há outro ministério de Estado – o das Finanças de Vítor Gaspar – e a esse Pires de Lima quer retirar peso.

Relativamente à substituição de Miguel Relvas no Governo, Pires de Lima foi claro: “Tenho esperança que o primeiro-ministro venha a completar este processo”.

Pires de Lima começou por se mostrar “muito satisfeito” por ter sido ele próprio a ter dado nota da “insuficiência de capacidade política do Governo”, numa referência ao pedido de remodelação que fez há três semanas numa reunião da comissão política do partido. E expressou o alívio do CDS pela saída do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares ao dizer que Miguel Relvas foi “substituído por dois ministros com capacidade política e de seriedade indiscutível”.