António Borges: um liberal com uma missão

A revista 2 conta a história de um economista controverso, um professor e gestor de academias, que sempre quis viver em Portugal.

António Borges rejeita necessidade de Portugal “ter mais tempo ou mais dinheiro”
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António Borges Foto: Miguel Manso

Aos 63 anos, o economista António Borges continua polémico. No último ano ganhou grande notoriedade nacional como consultor de Pedro Passos Coelho para as privatizações e renegociação das parcerias público privadas (PPP), onde apareceu como defensor da estratégia do Governo.

Mas a sua projecção internacional tem 25 anos, data de 1988, quando a revista "Fortune" o elege para capa, o único português a merecer aquela distinção. Nos anos seguintes, entre outras funções, foi reitor da escola de negócios francesa Insead, professor, banqueiro central, vice-administrador da Goldman Sachs, director europeu do FMI. Tido como “especialista” liberal, os críticos acusam-no de estar desconectado do mundo real.

Os adeptos sublinham a capacidade de análise, a inteligência, o optimismo e a franqueza como traços distintivos. No PÚBLICO deste domingo, 24 de Março, a revista 2 foi ouvir amigos, ex-alunos das universidades e do Insead, ex-assistentes, que hoje são professores, gestores, políticos, ministros. Carlos Moedas, Vítor Gaspar, Francisco Balsemão, Àlvaro Barreto, Vítor Bento, Belmiro de Azevedo, António Nogueira Leite, Luís Gravito, Viana Baptista, Lobo Xavier, Diogo Lucena, João Talone ou José Pena Amaral, entre outros, evocaram o seu trajecto ao longo de mais de 40 anos. Um percurso que não dispensou episódios rocambolescos envolvendo governantes, braços-de-ferro com a banca portuguesa.

A revista 2 conta a história de um economista controverso, um professor e gestor de academias, que sempre quis viver em Portugal.