Governo prolonga contrato com António Borges por mais um ano

Assessor para as privatizações vai continuar por mais um ano com o Governo. 25 mil euros mensais são distribuídos por equipa de cinco pessoas.

Ex-líder dos sociais democratas defende a privatização da Caixa Geral de Depósitos
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Ex-líder dos sociais democratas defende a privatização da Caixa Geral de Depósitos Miguel Madeira

O Governo estendeu o contrato com António Borges e a sua equipa por mais um ano, avança nesta sexta-feira o jornal Sol. O contrato da Parpública com o consultor do Governo para as privatizações terminaria em Fevereiro, mas a holding do Estado confirmou ao semanário que o “professor António Borges vai continuar a assessorar a Parpública e o Governo”.

O valor do contrato com António Borges vai continuar nos 25 mil euros mensais para a equipa de cinco pessoas do ex-dirigente do PSD avança ainda o jornal Sol.

No final de Janeiro, António Borges afirmou que a privatização da RTP ia mesmo avançar, apesar de, apenas dias depois, o Governo ter adiado o processo de alienação da estação pública.

António Borges defende em 2012 a privatização da Caixa Geral de Depósitos. O Governo, no entanto, garante que essa hipótese não está em cima da mesa.

O primeiro contrato com António Borges foi assinado em Fevereiro de 2012. António Borges foi vice-presidente do PSD e vice-governador do Banco de Portugal. Em 2010, foi nomeado director do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O agora consultor para as privatizações do Governo foi também vice-presidente do conselho de administração da Goldman Sachs.