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Carlos Abreu Amorim eleito candidato do PSD à Câmara de Gaia

Eleição acaba com divisões internas e com confusão de Luís Filipe Menezes, que tinha indicado José Guilherme Aguiar como candidato.

Carlos Abreu Amorim contou com 13 votos a favor e uma abstenção
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Carlos Abreu Amorim contou com 13 votos a favor e uma abstenção Paulo Ricca

Depois das enormes divisões no PSD de Gaia e da confusão criada por Luís Filipe Menezes, ao indicar José Guilherme Aguiar, o independente Carlos Abreu Amorim acabou por ser escolhido na noite de terça-feira como candidato do partido à Câmara de Gaia.

A solução pôs um fim à polémica sobre o candidato àquela autarquia, uma das maiores do país. Segundo fonte da concelhia, José Guilherme Aguiar não sairá de cena. O actual vereador da Câmara de Matosinhos será cabeça de lista à assembleia municipal.

O actual vice-presidente da Câmara de Gaia, Firmino Pereira, será o segundo nome a integrar a lista liderada por Carlos Abreu Amorim. Os três nomes foram votados na noite de terça-feira, na comissão política concelhia de Gaia, liderada por Luís Filipe Menezes, com 13 votos a favor e uma abstenção.

Fonte da concelhia disse à Lusa que esta votação foi “a solução de unidade conseguida pela liderança e pela diplomacia” de Luís Filipe Menezes naquela que é “a maior concelhia do PSD em todo o país”.

José Guilherme Aguiar, que agora surge a liderar a lista à Assembleia Municipal de Gaia, havia sido votado como eventual candidato à câmara a 28 de Janeiro, por proposta de Luís Filipe Menezes, mas o resultado foi um empate, que o líder da concelhia pretendeu ultrapassar, argumentando ter direito a voto de qualidade, apesar de a eleição ter sido por votação secreta.

Firmino Pereira criticou a decisão, frisando que o seu nome não foi admitido a votação, apesar de contar com o apoio de 14 presidentes de junta de freguesia. Face ao impasse, Luís Filipe Menezes remeteu a decisão sobre a candidatura do PSD a Gaia para o presidente do partido e “respectivos órgãos nacionais”, mas, a 31 de Janeiro, voltou a chamar a si o processo.

Depois de alguns dias de contactos longe das atenções da comunicação social, Luís Filipe Menezes levou à comissão política concelhia uma proposta de consenso, que mereceu a aprovação por parte do órgão.