Professores à frente na corrida às aposentações

Escolas perderam este ano mais de 3000 docentes. Só em Janeiro saem quase mais 600.

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Em cinco anos, foram mais de 20 mil os docentes que passaram à reforma Sérgio Azenha

Quase 600 professores vão reformar-se já no próximo mês. Segundo as últimas listas de reformados da Caixa Geral de Aposentações (CGA) publicadas na sexta-feira no Diário da República, este é o maior contingente entre os 1692 funcionários públicos que, no início de 2013, deixarão de estar no activo.

<_o3a_p>No total, o Ministério da Educação e Ciência perderá, só em Janeiro, 698 dos seus quadros, o que representa um aumento de 40% face ao mês homólogo de 2012.

Contando com esta última vaga de reformados, as escolas perderam este ano mais de 3500 docentes, o que eleva para mais de 20 mil o número de docentes do ensino básico e secundário que se reformaram desde 2007.

O ano com mais aposentados continua a ser o de 2008, quando se reformaram 4976 docentes, muitos deles na sequência de medidas implementadas pela então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, nomeadamente no que respeita ao novo modelo de avaliação docente.

A nova corrida registada agora será motivada pelas alterações às reformas que serão válidas para quem apresentar o pedido de aposentação em 2013. Os montantes das pensões pedidas depois de 1 de Janeiro serão calculados com base em novas regras, mais penalizadoras, e a idade de reforma passará para os 65 anos.

Em Novembro, dos cerca de 15 mil pedidos de reforma que então estavam para aprovação na CGA, cerca de dez mil correspondiam a reformas antecipadas.

Nos termos do Memorando de Entendimento, o Governo comprometeu-se a abater, anualmente, 2% dos efectivos da administração pública. Esta meta tem sido alcançada por via, sobretudo, das aposentações. Em Janeiro de 2013, com mais 200 aposentações já confirmadas, o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território volta a ser o segundo que mais perde funcionários para a reforma.