Remete esclarecimentos para amanhã

Passos Coelho não viu distúrbios frente à AR e recusa comentar

O primeiro-ministro soube que existiram alguns distúrbios com manifestantes em frente ao Parlamento ao início da noite, mas recusou-se a comentar o assunto.

Pedro Passos Coelho foi questionado pelos jornalistas sobre os incidentes que ocorreram junto ao Parlamento no final da manifestação da CGTP, mas recusou fazer qualquer comentário.

O primeiro-ministro estava na inauguração da exposição do artista plástico colombiano Fernando Botero, no Palácio Nacional da Ajuda quando foi questionado, mas não quis falar por considerar que não era o local e o momento apropriado, mas sobretudo porque apesar de ter sido informado sobre a confusão junto à AR, ainda não tinha visto as imagens.

Por isso, remeteu para amanhã, quinta-feira, eventuais comentários sobre o assunto - seus e do ministro da Administração Interna.

De manhã, quando visitou a fábrica da Sicasal no concelho de Mafra, Passos Coelho tinha deixado o apelo de que "todo o dia de greve decorresse com normalidade". Na altura assegurou que "o Governo nem tem nenhum nervosismo nem vai adoptar medidas musculadas", e que não existia "intenção de criar tensões desnecessárias". Até porque "em Portugal não precisamos desse tipo de situações".