Crise do euro

Merkel pede mais cinco anos de austeridade e esforços

A chanceler alemã pede aos países europeus que provem que “é rentável investir na Europa”
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A chanceler alemã pede aos países europeus que provem que “é rentável investir na Europa” Johannes Eisele/AFP

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu este sábado a austeridade e pediu esforço aos parceiros europeus durante os próximos cinco anos para que a crise económica e monetária seja ultrapassada.

“Necessitamos de um grande esforço, de mais cinco anos”, disse a líder democrata-cristã, durante o congresso regional da CDU em Sternberg, o estado federado de Mecklemborgo, no Norte da Alemanha.

“Precisamos de austeridade para convencer o mundo de que vale a pena investir na Europa”, disse Merkel.

A chanceler mostrou-se convencida de que a zona euro ainda está longe de superar a crise e sublinhou a necessidade de “grandes reformas estruturais”, que devem “conseguir resultados para recuperar a confiança dos investidores e impulsionar, outra vez, a economia europeia.

“Há muitos investidores que pensam que na Europa não cumprimos as nossas promessas” assinalou Merkel, pedindo aos governos europeus que cumpram de forma consequente as exigências em matéria de consolidação orçamental e de redução de dívida.

“O pacto de estabilidade e crescimento foi repetidamente violado e os critérios de adesão para alguns países não foram cumpridos. As estatísticas não foram compiladas honestamente e temos de mudar isso”, disse, sustentando que é por isso que a Europa precisa “actualmente de um certo grau de rigor”.

Para a chanceler, os países europeus devem provar o seu “rigor para convencer o mundo de que é rentável investir na Europa”.

Antes de uma cimeira de 24 e 25 de Novembro, em Bruxelas, Merkel vai reunir-se com vários chefes de Estado e de Governo, numa campanha de diplomacia pública da chanceler.

A 12 de Novembro, é recebida, em Lisboa, pelo primeiro-ministro português e pelo Presidente da República, na primeira visita da chanceler alemã desde que Pedro Passos Coelho é primeiro-ministro.

Numa visita considerada de alto risco, que está a ser preparada pelas forças e serviços de segurança em Portugal, Merkel irá ainda com Passos Coelho, à Autoeuropa, em Palmela, e estará presente numa conferência de investidores, no Centro Cultural de Belém (CCB).

Notícia actualizada às 21h07

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