PSD apoia convictamente agenda do Governo e afasta divergência com o CDS-PP

Estas posições foram transmitidas aos jornalistas por Jorge Moreira da Silva, coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, a meio de uma reunião deste órgão social-democrata com a presença do presidente do partido e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Questionado sobre o silêncio do presidente do CDS-PP e ministro de Estado, Paulo Portas, quanto às novas medidas de austeridade e sobre a sua decisão de convocar os órgãos nacionais deste partido, Jorge Moreira da Silva respondeu que há “uma total solidariedade” entre os dois partidos da maioria.

“Não faz sentido algum estarmos aqui a encontrar qualquer ruído de fundo, que não existe”, defendeu o dirigente social-democrata, considerando que é “perfeitamente natural e legítimo” que Paulo Portas tenha convocado os órgãos nacionais do CDS-PP, assim como “o PSD hoje realizou esta reunião da Comissão Política Nacional”.

Confrontado depois com a rejeição pública por parte do CDS-PP de mais aumentos de impostos, Jorge Moreira da Silva contrapôs: “Eu julgo que o CDS nunca colocou as coisas nesse ponto: não aceitar mais aumento de impostos”.

O coordenador da Comissão Política Nacional do PSD acrescentou que nenhum dos partidos que suportam o Governo estaria disposto a aumentar impostos “se não fosse por absoluta necessidade” e que a alternativa era cortar em serviços fundamentais do Estado social, “nomeadamente na saúde e na educação”.

“Na actual situação, em que Portugal estava perto da bancarrota há um ano, e face às necessidades de consolidação orçamental, a questão era esta: se não houvesse um aumento da carga fiscal há um ano, e se não houvesse estas medidas difíceis também agora, teríamos de cortar mais em serviços que são fundamentais no Estado social”, alegou.

Jorge Moreira da Silva insistiu que “há uma total solidariedade na coligação, seja ao nível do Governo, seja ao nível dos grupos parlamentares”.

Quanto aos sociais-democratas, Jorge Moreira da Silva afirmou que “o PSD está naturalmente solidário e totalmente convicto em torno desta agenda que o Governo tem vindo a desenvolver e dos resultados desta quinta avaliação, que é muito positiva”, sustentando que as novas medidas de austeridade anunciadas nos últimos dias “asseguram uma equidade na repartição dos encargos”.

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