Peugeot Citroën garante que não haverá despedimentos em Mangualde

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Este ano, foram dispensados da fábrica de Mangualde 350 trabalhadores Foto: Nelson Garrido

A fábrica de Mangualde está neste momento a trabalhar com um regime de duas equipas de produção que empregam 900 pessoas

A empresa dispensou, este ano, 350 trabalhadores que asseguravam um terceiro turno da fábrica, pelo que o ajuste às previsões de encomendas não deverá levar a empresa a avançar com novos despedimentos.

“As medidas [de reestruturação] referem-se exclusivamente a França”, garantiu ao PÚBLICO a responsável pela comunicação da Peugeot Citroën portuguesa, Anabela Ferreira. Uma primeira vaga de saída de trabalhadores aconteceu no final do primeiro trimestre, com o fim dos contratos que duravam até 27 de Março. E uma segunda aconteceu a 30 de Junho, quando terminaram os contratos dos restantes trabalhadores desse terceiro turno, passando desde a unidade de Mangualde desde aí a operar com dois turnos.

A actividade da fábrica baixou 12% na primeira metade de 2012 em relação ao ano passado. Mas “o segundo semestre começa da melhor maneira com uma previsão em alta da actividade” em Julho, notava a direcção do centro de produção de Mangualde num comunicado emitido no início do mês.

A empresa prevê produzir em Julho 4500 veículos, mais 9,8% do que no mesmo mês de 2011 e mais 33,5% do que em Junho, pela necessidade de reajustar os stocks comerciais por parte do grupo.

As vendas de automóveis estão a recuar no mercado europeu. O grupo francês, que hoje confirmou um amplo plano de reestruturação, com o encerramento de uma fábrica em 2014 na região de Paris e a dispensa de 8000 trabalhadores em França , teve uma quebra de 13% nas vendas no primeiro semestre.

Em Mangualde, para o conjunto do ano, a fábrica prevê produzir entre 42 mil a 44 mil automóveis, “o que se pode considerar uma boa actividade para um regime de produção de duas equipas”.