Continua a aumentar a caça furtiva aos rinocerontes na África do Sul

A procura de chifres de rinoceronte é um problema na África do Sul
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Em 2011, um quilo de chifre de rinoceronte, no mercado negro asiático, podia atingir entre 40 a 50 mil euros. Brent Stirton/Reuters

A caça furtiva a rinocerontes, na África do Sul, tem vindo a aumentar desde 2010. Segundo estatísticas oficiais, só no primeiro semestre deste ano já foram mortos 245 rinocerontes.

O Parque Nacional Kruger, da África do Sul, faz fronteira com Moçambique e é a reserva onde mais rinocerontes foram mortos (147), no entanto mais reservas foram afectadas, como a do Limpopo com 34 rinocerontes perdidos, a reserva de Kwazulu-Natal perdeu 25 e as do Noroeste 24.

Desde o início do ano, já foram detidos 161 suspeitos dos quais 138 são caçadores e os restantes receptores ou correios, ao serviço de sindicatos internacionais que fornecem os mercados asiáticos de chifres de rinocerontes, considerados “curas milagrosas” de uma série de doenças e um afrodisíaco em países como a China e o Vietname.

Os valores do ano passado indicam que foram abatidos 448 destes animais e, caso a tendência dos primeiros seis meses deste ano se mantenha, 2012 poderá ser um ano negro para os rinocerontes-sul africanos, cuja população se calcula ser de aproximadamente 20 mil animais.