Apresentação dos resultados do primeiro trimestre

Lucro trimestral da EDP cai 1,5% afectado pela quebra de consumo

O plano de negócios para os próximos anos da eléctrica liderada por António Mexia é apresentado dia 23
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O plano de negócios para os próximos anos da eléctrica liderada por António Mexia é apresentado dia 23 Foto: Fernando Veludo/Nfactos

O resultado líquido da EDP caiu de cerca de 342 para 337 milhões de euros neste primeiro trimestre, menos 1,53% em termos homólogos, afectado entre vários factores pela descida do consumo de electricidade na Península Ibérica.

O presidente executivo da eléctrica portuguesa, António Mexia, indicou hoje em conferência de imprensa que o consumo caiu 3,7% em Portugal durante o primeiro trimestre, descendo 1% em Espanha. Por outro lado, os números dos primeiros três meses sofreram também o efeito do impacto do aumento dos custos do petróleo nos preços do gás natural (contratos de aquisição) e da falta de chuva, que levou à menor produção das centrais hídricas.

Ainda assim, os resultados operacionais (EBITDA) da EDP mantiveram-se estáveis, passando de cerca de 1008 milhões para 1003 milhões de euros, em termos homólogos. O mercado externo, fora de Portugal, representou nestes primeiros três meses 61% do EBITDA.

O motor de crescimento dos resultados deste primeiro trimestre foi a EDP Renováveis, “alimentada” em especial pelos mercados da Polónia, Roménia e Estados Unidos.

Quanto ao investimento total, no primeiro trimestre caiu 17% para cerca de 325 milhões de euros, devido principalmente ao abrandamento da expansão das eólicas. Já Portugal, onde estão em construção seis centrais hídricas, representou 51% desse total, com o dinheiro aplicado no plano de investimento hídrico a aumentar 90%, para 78 milhões de euros.

Plano de investimentos anunciado dia 23

António Mexia, que saiu da sala onde foram apresentados os resultados antes de serem colocadas perguntas pelos jornalistas, confirmou ainda que o novo plano de negócios que a EDP irá apresentar relativamente aos próximos anos vai ser apresentado no dia 23 deste mês. Esta será a primeira vez que a empresa avança com a estratégia desenhada em conjunto com o novo accionista China Three Gorges, que vai ficar com 21,35% do capital da eléctrica.

Quanto à negociação dos CMEC (contratos de aquisição de energia) com o Governo, que pretende reduzir os custos que lhes estão associados, os administradores da eléctrica recusaram-se a fazer comentários. Nuno Alves, administrador para a área financeira da EDP, disse apenas que “se houver alterações regulatórias [até dia 23], serão incluídas” na estratégia a apresentar. Caso contrário, o plano será alterado depois.