Fundo soberano da Noruega desfez-se da dívida portuguesa e irlandesa

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Foto: disponibilizada pelo Banco da Noruega

O Banco da Noruega, que gere o fundo de pensões do país, associou esta decisão aos termos em que decorreu a reestruturação da dívida grega, à qual se opôs, devido às novas obrigações (recebidas contra entrega das antigas), além de terem um valor muito mais baixo, terem o seu reembolso subordinado ao Banco Central Europeu, que assim é credor preferencial – em caso de falência da Grécia, os restantes credores só recebem depois de o BCE ser reembolsado.

“A previsibilidade é importante para um investidor de longo prazo e a zona euro enfrenta consideráveis desafios estruturais e monetários”, disse Yngve Slyngstad, o presidente executivo do Norges Bank Investment Management, a unidade do banco central norueguês responsável pela gestão de activos, citado num comunicado da instituição.

O Banco da Noruega tinha assim uma posição residual na dívida grega no final de Março, não tinha títulos portugueses e irlandeses e tinha reduzido substancialmente a sua exposição a títulos de Espanha e, sobretudo, de Itália, mas também do Reino Unido.

Segundo a informação disponibilizada, a diminuição da exposição a estes países caiu fortemente já do segundo para o terceiro trimestre do ano passado, quando o fundo se desfez de parte significativa dos títulos de dívida italiana que tinha em seu poder.

O peso das obrigações de países da zona euro na carteira de investimento do fundo para 39% no final de Março, face a 43% no final do ano passado. O peso dos títulos em libras inglesas caiu de 11% para 10%.

Em contrapartida, reforçou as suas posições em títulos em dólares dos EUA e de grandes economias emergentes, como o Brasil, o México e a Índia.

Notícia rectificada às 17h50

O peso dos títulos em libras inglesas caiu de 11% para 10% (e não de 10% para 10%, como estava referido)