Função pública

Primeiro-ministro diz que subsídios de férias e Natal só serão repostos em 2015

Passos admite a possibilidade de o valor dos subsídios ser redistribuido pelos 12 salários de um ano
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Passos admite a possibilidade de o valor dos subsídios ser redistribuido pelos 12 salários de um ano Foto: Nuno Ferreira Santos

O primeiro-ministro diz que a reposição dos subsídios de férias e Natal à função pública só acontecerá em 2015 e de forma gradual. O ministro das Finanças tinha dito, pela manhã, que o corte só duraria durante a vigência do programa de ajuda.

Pedro Passos Coelho afirmou, em entrevista à Rádio Renascença, que a reposição dos subsídios só acontecerá em 2015.

Interrogado sobre a duração dos cortes e a reposição dos pagamentos, Passos Coelho afirmou: “Eu creio que é depois de 2014, porque o nosso programa de ajustamento decorre até 2014. Portanto, só depois disso, como é evidente, e tem uma base anual. Portanto, a partir de 2015 haverá reposição desses subsídios”. No âmbito do programa da troika, Portugal recebe a última tranche de ajuda em Junho de 2014.

Esta manhã, numa audição na Assembleia da República, o ministro das Finanças tinha reiterado a posição de que o corte só iria durar durante o programa de assistência financeira a Portugal. “Esta é a posição que o Governo tem, é a que sempre teve”, garantiu Vítor Gaspar, salientando que esta questão não foi discutida na última avaliação do programa de ajustamento.

Mas, na entrevista à Rádio Renascença, Passos Coelho revela que a reposição dos subsídios será feita de forma gradual. O primeiro-ministro adianta também que existe a possibilidade de o valor dos subsídios ser redistribuido pelos 12 salários de um ano e que essa ideia pode estender-se ao sector privado.

Notícia corrigida às 19h10

, tendo sido eliminada a parte onde se referia que o ano de 2015 é "um ano mais tarde do que estava inscrito no Orçamento de Estado para 2012". Foi também corrigida a parte em que se dizia que Vítor Gaspar afirmou hoje que os cortes vigorariam durante 2012 e 2013, quando, esta manhã, a referência usada foi a da vigência do programa de assistência.