Vistos especiais para quem for procurar emprego ao país

Alemanha muda regras sobre rendimentos de trabalhadores qualificados não europeus

Engenheiros, informáticos e médicos são muito requisitados na Alemanha
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Engenheiros, informáticos e médicos são muito requisitados na Alemanha Foto: Michael Dalder/ Reuters (arquivo)

Os grupos parlamentares da União Cristã Democrata (CDU), União Social-Cristã (CSU) e dos sociais-democratas SPD na Alemanha chegaram hoje a acordo sobre o rendimento mínimo necessário para cidadãos não comunitários receberem visto de trabalho na Alemanha.

A Alemanha não tem um salário mínimo nacional, mas em alguns sectores existe um rendimento mínimo acordado entre os sindicatos e as organizações patronais.Um trabalhador estrangeiro qualificado natural de um país fora da União Europeia precisa, actualmente, de comprovar que tem um contrato de trabalho que lhe permite obter um rendimento de, pelo menos, 66.000 euros anuais.
O acordo fechado entre a CDU, os aliados liberais de Angela Merkel e os sociais-democratas vem baixar o valor mínimo para 44.800 euros.
Para os profissionais muito requisitados na Alemanha, como engenheiros, informáticos e médicos, o rendimento anual mínimo será reduzido até aos 34.200 euros anuais.

O Governo federal alemão planeia ainda, segundo o mesmo jornal, emitir um visto especial para quem for procurar emprego à Alemanha e que permitirá aos profissionais especializados não europeus residir naquele país até seis meses para poderem encontrar trabalho.

A iniciativa estabelece ainda que quem demonstrar bons conhecimentos de alemão terá direito a um visto válido até dois anos e que os licenciados naturais de países fora da UE, mas formados em universidades e escolas técnicas alemãs, poderão ficar mais tempo no país para procurar trabalho.

De acordo com o diário Financial Times Deutschland, a medida pretende combater a falta de mão-de-obra qualificada no país por parte de cidadãos não comunitários.

Mas o plano já mereceu críticas das organizações patronais, com o presidente da Câmara Alemã da Indústria e do Comércio, Hans Heinrich Driftmann, a classificar a medida como “um mau compromisso” por ser insuficiente e não promover um ambiente propício ao acolhimento de imigrantes, facilitando apenas a concessão de vistos de residência permanente, cita agência de notícias da Alemanha DPA.

Notícia actualizada e título alterado às 18h07

: São clarificados os termos das novas regras acordadas no Parlamento federal para a concessão de vistos de trabalho aos cidadãos naturais de um país de fora da UE.

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