Chineses vão receber 144 milhões de euros em dividendos da EDP

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Cerimónia da assinatura do contrato para a venda de 21,35% da EDP à China Three Gorges, em Dezembro Foto: Daniel Rocha

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados, António Mexia anunciou que a administração da EDP vai propor o pagamento de um dividendo de 0,185 euros por acção, uma subida de 8,8% em relação ao ano anterior, e que o novo accionista “vai receber cerca de 144 milhões de euros”.

De acordo com o presidente da EDP, o aumento dos dividendos “reflecte a capacidade de continuar a crescer e permite dizer que cumprimos aquilo que é a política de dividendo”.

Contas feitas, o Estado deverá abdicar de 180 milhões de euros em dividendos da EDP e da REN para os novos accionistas das duas empresas, em que vendeu uma participação pública de 21,35 e 40%, respectivamente, sendo que na quarta-feira o primeiro-ministro rejeitou que os novos accionistas da REN venham a receber dividendos relativos a 2011, uma vez que o negócio de venda não está ainda concretizado.

Questionado pelo líder do BE, Passos Coelho disse no Parlamento que “o contrato de venda da participação que a Parpública detém na REN não está ainda concretizado, razão pela qual, no âmbito desse contrato, não há lugar seguramente a qualquer compensação financeira a quem ainda não detém participação na REN”.

Mas, há um mês, a secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque, afirmou que “se houver distribuição de dividendos entre o momento do primeiro contrato celebrado e o momento final da transacção, o valor [dos dividendos] é deduzido ao preço de compra e se forem distribuídos depois [da concretização da alienação] são para quem tem propriedade”.

Na apresentação de resultados, António Mexia adiantou que a eléctrica está “num processo de revisão do seu business plan”, que está a ser elaborado em parceria com a China Three Gorges, adiantando que o plano estratégico até 2012-15 “será apresentado ao mercado até Maio”.

De acordo com António Mexia, um retorno de 6% sobre os capitais investidos “está em linha com o sector”.

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