Medida deverá estar no terreno dentro de um a dois meses

Desempregados há mais de 6 meses e com mais de 45 anos vão ter acções de formação

Reestruturação dos centros de emprego não implica uma redução dos pólos de atendimento
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Reestruturação dos centros de emprego não implica uma redução dos pólos de atendimento Foto: Rita Chantre

Os centros de emprego vão convocar todos os desempregados com mais de 45 anos, e que estão inscritos há mais de seis meses, para acções de formação de curta duração.

A medida foi anunciada esta tarde pelo secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, e deverá estar no terreno dentro de “um a dois meses”.

“Verificámos que o relacionamento com os centros de emprego limita-se muitas vezes à apresentação quinzenal”, reconheceu o secretário de Estado, precisando que, mais do que fiscalizar, o objectivo é promover o ajustamento entre a oferta e a procura.

Além dos desempregados que já constam dos ficheiros do Instituto de Emprego, o objectivo do Governo é que os novos desempregados sejam também alvo de uma acção imediata para evitar o prolongamento da situação do desemprego. Assim, prevê-se que “no máximo” duas semanas depois da inscrição num centro de emprego, as pessoas sejam também encaminhados para formação.

As acções serão obrigatórias e quem recusar corre o risco de perder o subsídio de desemprego.

“É importante reagir de forma enérgica logo numa primeira fase para evitar o desemprego de longa duração”, explicou Pedro Martins num encontro com jornalistas, garantindo que a formação oferecida terá em conta o perfil do desempregado.

A medida faz parte do Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego aprovado hoje em Conselho de Ministros, que prevê que os desempregados passem a ser acompanhados por um gestor de carreira, o reforço das ofertas de emprego, a colocação de três mil pessoas por mês, uma reestruturação dos centros de emprego e a redução de 150 cargos dirigentes.

O secretário de Estado garantiu que a reestruturação dos centros de emprego não implica uma redução dos pólos de atendimento ao público. "Não será encerrado nenhum centro de emprego", frisou, mas também deixou claro que não serão criados novos centros nas zonas do país mais problemáticas e que o reforço de pessoal passará por deslocar os 150 antigos dirigentes para o atendimento ao público. Ao todo passará a haver 1150 técnicos de emprego.