Por 592 milhões de euros

State Grid e a Oman Oil Company vão ficar com 40% da REN

Grid International Development fica com 25% e Oman Oil Company com 15%
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Grid International Development fica com 25% e Oman Oil Company com 15% Foto: Miguel Madeira

O Conselho de Ministros aprovou hoje a venda de 40% das acções da REN às empresas State Grid International Development e è Oman Oil Company, por 592 milhões de euros. Chineses ficam como maior accionista da eléctrica portuguesa.

A primeira empresa, chinesa, fica com uma quota de 25% da eléctrica, enquanto a segunda, omanita, adquire uma quota de 15% da concessionária portuguesa das redes de transporte de electricidade e de gás natural. O Governo espera concluir a venda em Abril, avançou a secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

Os chineses ficaram com o máximo de participação no capital da REN permitido na operação de privatização por investidor. Com a venda dessa parcela de 25% à State Grid e de 15% à Oman Oil Company, o Estado fica ainda com uma participação de 11,1% na REN.

Pelos 25%, a State Grid paga 287,15 milhões de euros (2,9 euros por acção, o que representa mias 40% do que a cotação de 2,072 euros da véspera da apresentação das propostas), ao passo que a Oman Oil Company paga 205,06 milhões de euros pelos restantes 15% (2,56 euros por acção, uma valorização de 23,6%). A diferença de cotação oferecida reflecte "a maior participação da State Grid no capital e um maior nível de participação nos órgãos sociais e nos investimentos estrategicos", especificou a secretária de Estado.

Assim, o montante final que o Estado vai arrecadar (592 milhões de euros) tem incorporado já um prémio médio de 33% em relação ao valor das acções da REN antes de as duas empresas terem apresentado as propostas de compra.

Depois de a China Three Gorges ter sido escolhida para ficar com 21,5% da EDP, esta é a segunda de uma série de privatizações que o Governo quer concluir até ao final do ano que tem como concorrente uma empresa estatal chinesa.

E tal como aconteceu na privatização da EDP, o processo relativo à compra dos 40% da REN passou, até à aprovação em Conselho de Ministros, pela apresentação de propostas vinculativas com o valor oferecido e o projecto estratégico para a REN, depois pela conclusão de um relatório da Parpública com a análise das propostas e uma apreciação pela comissão especial criada para acompanhar o processo.

No conselho de administração da empresa, constituído por 15 membros, os chineses estará representada por três membros não executivos e os omanitas por um administrador não executivo, adiantou ainda Maria Luís Albuquerque.

Notícia actualizada às 16h41
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