Concertação social

CCP defende corte de dez dias por ano nas férias e feriados

João Vieira Lopes quer "medida mais universal" do que aumento do horário de trabalho
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João Vieira Lopes quer "medida mais universal" do que aumento do horário de trabalho Rui Gaudêncio

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços, Vieira Lopes, defendeu hoje que a proposta do Governo de aumento do horário de trabalho "devia ser alterada". Para a CCP, a solução poderia passar por "dez dias a mais por ano, jogando com três dias de férias e quatro feriados", em substituição do aumento do horário de trabalho semanal.

"Seria uma medida muito mais universal, na medida em que esta alteração só interessa aos sectores de mão de obra intensiva", argumentou Vieira Lopes.

Apesar da contestação dos sindicatos, expressa no final do encontro que se realizou hoje de manhã, o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, afirmou aos jornalistas que as confederações acolheram com interesse a proposta do Executivo.

Álvaro Santos Pereira garantiu que a preocupação do Governo se prende com "a competitividade das empresas e da economia" numa altura de dificuldades financeiras. Lançou ainda um apelo aos parceiros sociais para que se deixem de "guerrinha" e enveredem pelo diálogo.

O ministro garantiu, todavia, que esta medida "é excepcional e só vigorará durante o período de vigência da ajuda financeira a Portugal".