Primeiro-ministro acredita que recuperação tem de vir dos privados

Passos Coelho: Corte geral dos subsídios deixaria Portugal sem ajuda externa em Novembro

Passos Coelho, primeiro-ministro
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Passos Coelho, primeiro-ministro Foto: Goncalo Português

O primeiro-ministro justificou hoje a decisão de eliminar os subsídios de férias e de Natal apenas na função pública dizendo que um corte generalizado não seria visto de forma credível na Europa e que deixaria Portugal sem ajuda externa já em Novembro.

Para Passos Coelho, a alternativa de criar um imposto extraordinário sobre os subsídios “não era algo que o Governo pudesse aceitar”, visto que “dificilmente seria considerado um exercício credível lá fora”.

Durante a sua intervenção na conferência “Portugal 2012: Os desafios do Orçamento do Estado”, organizado pelo Diário Económico e pela Ernst & Young, o primeiro-ministro avisou mesmo que, se o Governo fizesse o ajustamento orçamental do lado da receita e não do lado da despesa, “o nosso programa de assistência financeira poderia morrer em Novembro”.

Além disso, acrescentou Passos Coelho, um imposto extraordinário que eliminasse os subsídios para todos os trabalhadores, “iria penalizar ainda mais o esforço de recuperação económica, que tem de ser feito pelos privados”.