Sector em “situação limite”, alerta AICCOPN

Industriais pedem ao Governo OE com soluções que evitem “colapso” da construção

Dívida do Estado às empresas de construção ascende a 1,3 mil milhões de euros, diz AICCOPN
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Dívida do Estado às empresas de construção ascende a 1,3 mil milhões de euros, diz AICCOPN Virgílio Rodrigues

Nas vésperas da apresentação do Orçamento de Estado para 2012, a Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) qualifica o documento como “decisivo” para a “sobrevivência” de um sector que “atravessa o pior momento da sua história”.

Queixando-se da “indefinição em torno da estratégia do Governo para um sector que representa quase um quinto do PIB nacional”, a AICCOPN pressiona o executivo liderado pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a aplicar os fundos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) para revitalizar o sector da construção e imobiliário.

“É essencial que o Orçamento de Estado para 2012 apresente um planeamento claro e rigoroso, a par de garantir que os cerca de 15 mil milhões de euros do QREN que se encontram por executar sejam rapidamente encaminhados para a dinamização da economia e, em especial, para o reforço do investimento produtivo” no sector, defende a associação em comunicado.

A associação incita ainda o Estado a pagar as dívidas em atraso às empresas do sector “que atingem, no seu conjunto, cerca de 1,3 mil milhões de euros”.

Segundo a associação, o sector da construção está prestes a “completar o décimo ano consecutivo de crise, com uma quebra acumulada de 40,8% da produção e uma redução de 225 mil postos de trabalho”.

A agravar este cenário, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje que a produção no sector sofreu uma quebra de 10,1% em Agosto e uma redução de 10,2% do volume de emprego face ao período homólogo de 2010.

O Conselho de Ministros realizou ontem uma reunião extraordinária para discutir o próximo orçamento, tendo decidido que a proposta será aprovada pelo Governo na quinta-feira e apresentada ao Parlamento até à próxima segunda-feira (dia 17).

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