Crise da dívida

Juncker admite que a resposta da Europa à crise da dívida tem sido “muito lenta”

Presidente do Eurogrupo nega de forma "absoluta e veemente" a possibilidade de saída de um único país do euro
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Presidente do Eurogrupo nega de forma "absoluta e veemente" a possibilidade de saída de um único país do euro Vincent Kessler/Reuters

O líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, reconheceu hoje que a resposta da Europa à crise da dívida tem sido “muito lenta” e alertou para os “enormes riscos” da eventual saída de um país do euro.

“A Europa tem respondido de uma forma muito lenta” à crise da dívida soberana, disse Jucker no Parlamento Europeu em Estrasburgo, França, citado pelo diário norte-americano The Wall Street Journal. “A forma como temos gerido a zona euro é, em certos aspectos, objecto de algumas dúvidas”, acrescentou o líder do grupo dos ministros das finanças da zona euro.

As afirmações de Juncker surgem no seguimento das declarações do presidente norte-americano, Barack Obama, que ontem acusou os estados europeus de não terem reagido à crise de forma “tão rápida como era preciso”.

Jean-Claude Juncker reiterou ainda a ideia, partilhada já várias vezes pelo Governo alemão, de que a eventual saída de um Estado-membro da zona euro colocaria “enormes riscos” para o futuro do Velho Continente.

“Sou absoluta e veementemente contra a ideia de um ou dois Estados-membros serem obrigados a abandonar a zona euro”, disse o responsável, citado pela agência Bloomberg, sublinhando que “isso não resolveria o problema”. Pelo contrário, apenas “aumentaria os problemas dos países endividados e da zona monetária como um todo”, acrescentou.

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