Justiça

Mapa judiciário será alargado a Lisboa e Cova da Beira permitindo “grande poupança”

Alberto Martins visitou hoje o edifício do novo Palácio da Justiça de Gouveia
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Alberto Martins visitou hoje o edifício do novo Palácio da Justiça de Gouveia PÚBLICO

O ministro da Justiça, Alberto Martins, anunciou hoje que o mapa judiciário vai ser alargado a Lisboa e à Cova da Beira - comarcas que representam mais de um terço das pendências -, medida que permitirá “uma grande poupança”.

O ministro, em Gouveia, afirmou que o alargamento àquelas duas comarcas - que representam 37 por cento das pendências, referiu - “vai permitir uma grande poupança”, sobretudo ao nível dos magistrados, que assim “podem ser deslocados para as comarcas periféricas onde fazem mais falta”.

O titular da Justiça afirmou haver “um grande consenso sobre os problemas da Justiça” e anunciou para dia 18 uma “grande discussão pública” sobre a formação e o recrutamento de novos magistrados, aquando da apresentação do relatório do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa sobre a matéria.

“Temos de revitalizar o Centro de Estudos Judiciários”, afirmou o ministro, considerando que o processo “terá de ser feito por todos”.

Alberto Martins visitou hoje o edifício do novo Palácio da Justiça de Gouveia, uma obra que considerou ter “grande qualidade estética” e que custou mais de dois milhões de euros.

“Este edifício vai ser uma referência da cidade dada a sua qualidade arquitectónica”, afirmou o ministro, adiantando que “obras como esta dignificam também o sistema da justiça”.

A visita foi qualificada pelo presidente da autarquia, Álvaro Amaro, como uma “inauguração, apesar de o protocolo não o dizer”.

Álvaro Amaro afirmou “sentir-se orgulhoso com a qualidade da obra” e disse que o projecto ajudou a requalificar uma zona nobre da cidade onde a autarquia “investiu 350 mil euros na envolvente”.

“Gouveia merecia ter esta infra-estrutura”, disse o autarca, manifestando no entanto a sua discordância com a divisão imposta por esta NUT III, que inclui Seia, Gouveia e Fornos de Algodres.

“Apesar de discordar parece-me que nesta caso Gouveia vai poder assumir um papel de centralidade”, disse Álvaro Amaro.

O novo Palácio da Justiça de Gouveia é um projecto da autoria do arquitecto Pedro Guimarães e tem uma área útil de 4.800 metros quadrados.

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