Nave vai a caminho da Estação Espacial Internacional

Vaivém Discovery já iniciou a sua última missão

O vaivém Discovery na base espacial Kennedy
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O vaivém Discovery na base espacial Kennedy Reuters/NASA

O Discovery já saiu da base espacial Kennedy, na Florida. O vaivém começou a sua 39ª e última missão e dirige-se para a Estação Espacial Internacional (ISS).

O voo saiu às 21h53 (hora de Lisboa). A missão está programada para durar 11 dias. A tripulação do vaivém é composta por cinco homens e uma mulher: o comandante Steven Lindsey, o piloto Eric Boe, os astronautas Bowen e Alvin Drew, Michael Barratt e Nicole Stott.

O Discovery vai levar uma série de equipamento para a ISS: um módulo de armazenamento Leonardo, construído pela Agência Espacial Italiana, que foi integrado várias missões à ISS, mas que agora foi reajustado para ficar permanentemente ligado à estação; o robô humanóide chamado Robonaut 2, que vai ser testado no laboratório; uma plataforma externa de apoio à estação.

Inicialmente o voo estava previsto para 5 de Novembro de 2010, mas devido a uma fuga de hidrogénio durante o abastecimento do reservatório externo, foi suspenso. A equipa de engenheiros da NASA descobriu que o que causou a falha foi uma combinação de problemas de construção e stress sofrido pelo reservatório quando foi enchido de líquido gelado. O arranjo passou pela instalação de reforços nas vigas de metal chamadas longarinas.

Esta tarde, o cargueiro espacial não tripulado Johannes Kepler, da Agência Espacial Europeia, acoplou à ISS. O veículo levou consigo combustível e carga para a ISS e vai ajudar a estação a corrigir a órbita, empurrando-a para uma altitude maior. O Discovery teve que esperar pelo sucesso da acoplagem para ter luz verde para a missão.

Quando voltar do espaço, o Discovery irá ser reformado. Restarão depois, se tudo correr bem, duas missões. O último voo do vaivém Endeavor será em Abril, e a última carga será transportada durante o Verão, pelo Atlantis, o financiamento para esta missão ainda não foi garantido pela NASA.

Depois disto os Estados Unidos deixam de poder assegurar viagens até à ISS, ficando o projecto dependente das cápsulas Soyuz russas, que carregam três cosmonautas. A NASA espera ainda que empresas privadas consigam colocar astronautas na ISS, e tem programas financiados para ajudar estas empresas.

Este ano termina assim uma era de 30 anos de viagens com os vaivéns. “No dia de aterragem do Discovery, e depois do Endeavour e especialmente do Atlantis, [que será] a última missão, vamos ver muitas pessoas na pista de aterragem que provavelmente estarão em estado de choque”, disse em comunicado Mike Leinbach, o director do voo do Discovery.

Notícia actualizada às 22h23