Submersão da linha atrasou projecto dois anos

EDP arranca com barragem de Foz-Tua e vai financiar alternativa à linha de comboio

A submersãio da linha do Tua atrasou as obras da barragem dois anos
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A submersãio da linha do Tua atrasou as obras da barragem dois anos Paulo Ricca (arquivo)

A EDP vai financiar em 10 milhões de euros os projectos de transportes alternativos à linha do Tua que vai ficar submersa com construção da barragem de Foz-Tua, que arranca oficialmente hoje, disse à Lusa o presidente da empresa.

“O que está a ser desenvolvido para o terço da linha afectada significa arranjar alternativas do ponto de vista rodoviário para quem queira utilizar essa parte todos os dias. Neste momento não o faz, porque aquilo está parado por questões de segurança”, disse à Lusa o presidente da eléctrica, António Mexia.

“Além desta alternativa rodoviária, vamos arranjar do ponto de vista do turismo alternativas fluviais e a construção de um funicular que permita ter no fim uma solução muito mais eficaz do que aquela que existe hoje, que está sem condições de operacionalidade”, acrescentou o responsável. Para esse projecto modal de transporte, a EDP dedicou 10 milhões de euros.

Os 16 quilómetros de linha ferroviária do Tua que vão ficar submersos foram um ponto de discórdia no projecto, tendo atrasado o início da construção em pelo menos dois anos.

“Este é o primeiro projeto lançado ao abrigo do novo plano nacional de barragens, é um investimento de 305 milhões de euros, que cria 4.000 empregos diretos e indiretos, o que num momento em que se fala em substituição de importações, neste caso com energia gerada em Portugal e criação de emprego, acho que estamos a tratar das principais questões em Portugal”, considerou António Mexia.

A barragem de Foz Tua insere-se no plano da EDP de construir 3.500 megawatts, “o maior plano a nível europeu, num total de 3,2 mil milhões de euros investidos”, disse.

António Mexia considerou ainda que a barragem demonstra “como se consegue salvaguardar os interesses globais do país e da EDP e também os interesses locais”.

Por isso mesmo, disse Mexia, “três por cento da receita bruta da barragem vão ser utilizados para projetos locais, em que se destaca o projeto do novo parque nacional de Foz-Tua, que é muito importante do ponto de vista turístico”.

O presidente da EDP destacou ainda que a empresa está a criar condições para que se desenvolva o empreendedorismo na região.