Castro Verde já pode transformar lixo orgânico em adubo através de compostores comunitários

Quatro compostores foram instalados na vila de Castro Verde e outro na vila de Entradas. A iniciativa surge no âmbito do projecto "Orgânica Verde", lançado há um ano pela Câmara e Liga para a Protecção da Natureza (LPN) para "promover e incentivar a compostagem doméstica" no concelho. O objectivo final é “reduzir a deposição de resíduos orgânicos em aterro”.

O processo biológico da compostagem, através da acção de microrganismos, permite transformar resíduos orgânicos biodegradáveis, como restos de vegetais crus ou resíduos verdes (aparas de relva, flores, folhas e pequenos ramos), num produto conhecido por composto que pode ser usado como adubo para fertilizar terras.

Segundo o município, o composto produzido em cada compostor será para usufruto dos habitantes que colocarem resíduos e colaborarem na manutenção do produto e do equipamento. "A ideia é que os moradores de cada bairro se organizem entre si para realizarem a manutenção do compostor, revolvendo e humedecendo o futuro composto, sempre que necessário", explica o município.

Os habitantes que queiram fazer compostagem comunitária podem pedir à Câmara ou à LPN um manual de compostagem e um mini-balde do projecto, que poderão colocar na sua bancada de cozinha para depois despejarem directamente no compostor, explica o município.

No entanto, alerta a autarquia, as grandes quantidades de resíduos verdes resultantes de limpezas de jardins "deverão continuar a ser encaminhados para a Unidade Municipal de Compostagem".

Através do "Orgânica Verde", a decorrer até Dezembro deste ano, a Câmara e a LPN também promoveram workshops de compostagem e distribuíram compostores domésticos junto dos aderentes ao projecto e instalaram compostores em escolas do concelho, nas quais decorreram acções de sensibilização sobre compostagem.