Polémica

Joana Amaral Dias confirma convite de Paulo Campos para integrar as listas do PS

Depois de Joana Amaral Dias ter comentado publicamente o alegado convite socialista, o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã veio a público acusar o primeiro-ministro José Sócrates de "tráfico de influências"
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Depois de Joana Amaral Dias ter comentado publicamente o alegado convite socialista, o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã veio a público acusar o primeiro-ministro José Sócrates de "tráfico de influências" Miguel Madeira/PÚBLICO

Joana Amaral Dias voltou a confirmar, ontem, em entrevista à SIC Notícias, que o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, a convidou para integrar as listas do PS nas próximas eleições. Por seu lado, o responsável socialista declarou, também ontem, perante as câmaras da RTP, que apenas “sondou” a ex-dirigente do Bloco de Esquerda, não lhe tendo feito um convite oficial. Joana Amaral Dias acusa Paulo Campos de "dar o dito por não dito", reafirmando que o governante a convidou “insistentemente” para ser candidata socialista pelo círculo eleitoral de Coimbra.

Na entrevista que deu à RTPN – ontem à noite, ao passo que Joana Amaral Dias falou à jornalista Ana Lourenço, na SIC Notícias –, Paulo Campos confirmou que ligou à ex-dirigente bloquista para tentar perceber se ela estaria “disponível” mas negou ter-lhe oferecido qualquer cargo num instituto público em troca da sua entrada nas listas socialistas, como tinha revelado há uma semana Joana Amaral Dias."Nem sequer sabia o que era o IDT [Instituto da Droga e Toxicodependência, onde alegadamente Joana Amaral Dias teria lugar caso aceitasse o convite do PS]". "Deixa-me indignado que este facto não seja desmentido", acrescentou o governante.

Paulo Campos sublinhou à RTP que não poderia fazer o convite formal porque não tem “tutela sobre a lista de candidatos a deputados”, nem “estava mandatado” para o fazer.

Depois de Joana Amaral Dias ter comentado publicamente o alegado convite socialista, o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã veio a público acusar o primeiro-ministro José Sócrates de “tráfico de influências”. O PS também reagiu de imediato, afirmando que o alegado convite era uma informação “falsa” e “não fundada”. José Sócrates foi ainda mais contundente: "Desminto categoricamente que tenha convidado Joana Amaral Dias ou que tenha pedido a alguém para a convidar".

Após uma semana de silêncios e de especulações, os esclarecimentos de ontem de Joana Amaral Dias e Paulo Campos, novamente contraditórios, acabam por não ajudar a explicar claramente o que se passou.

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