Almerindo Marques promete corte drástico nos custos

Estradas de Portugal tem 800 veículos para 1800 funcionários

A EP tem um custo anual de seis milhões de euros com a frota automóvel e o custo do combustível
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A EP tem um custo anual de seis milhões de euros com a frota automóvel e o custo do combustível Hugo Calçada/PÚBLICO (arquivo)
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A empresa pública Estradas de Portugal (EP) detém uma frota de 800 veículos para um total de 1800 funcionários, número que dá um rácio de quase um automóvel por cada dois funcionários, avança hoje a edição do “Jornal de Negócios”, que aponta para um custo anual desta rubrica, incluindo o combustível, de seis milhões de euros.

A nova administração da empresa, liderada por Almerindo Marques, não quis comentar estes números, mas informou o jornal que está em curso um processo de racionalização de custos e de aumento da produtividade na empresa.

O jornal avança que o objectivo da administração é reduzir o parque automóvel da empresa a metade e conter os cartões de combustíveis de quem permanecer com viatura para um consumo mensal de 50 euros. Só nesta componente dos gastos com combustíveis, há registos de trabalhadores que apresentavam facturas anuais de combustível superior a 10 mil euros.

O antigo presidente da empresa, António Laranjo, escusou-se a comentar esta notícia, informando o jornal que “não comentava a actual administração da EP”.

A função principal de Almerindo Marques na EP é adoptar um plano de saneamento financeiro que permita reduzir os custos e aumentar as receitas, um processo que tem alguma semelhança ao que executou nas suas anteriores funções de presidente da RTP.