Espaço

Missão da sonda Deep Space 1 chega ao fim

Técnicos da Agência Espacial Norte-Americana, NASA, desligaram hoje os motores da sonda Deep Space 1 e cortaram as transmissões via rádio com o engenho, colocando um ponto final a uma missão espacial de três anos.

A sonda permitiu à NASA fotografar um asteróide e um cometa antes de, com um simples comando, terminar a missão, a partir do Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena.De acordo com a Lusa, os sistemas centrais da sonda continuam a funcionar para lhe permitir manter-se direccionada para o Sol, carregar as baterias, controlar a sua temperatura e levar a cabo correcções de trajectória se for necessário. Num prazo de entre três a doze meses, a sonda vai ficar sem o combustível de que necessita para se manter alinhada com o sol e nesse momento o engenho continuará a orbitar à volta do astro-rei, devido à sua força gravitacional.
O custo da missão rondou os 176 milhões de euros (35 milhões de contos) e entre os seus resultados técnicos contam-se testes de um sistema de navegação autónomo, que permitiu à sonda ajustar a sua própria trajectória, a partir das indicações dadas pelos controladores de Terra. Segundo o director deste projecto, Marc Rayman, o maior sucesso da missão foi a demonstração da propulsão de iões, que se pensava ser do domínio da ficção científica. A missão principal da sonda terminou com uma aproximação ao asteróide Braille. A vida útil da sonda foi depois prolongada e, em Setembro deste ano, a Deep Space 1 passou a uma distância de 2170 quilómetros do cometa Borrely, permitindo enviar para a Terra fotografias de alta resolução jamais tiradas a um cometa.