Vendas anuais da Portucel cresceram 5,6% para 1,6 mil milhões

Lucros totalizaram 196,4 milhões de euros em 2015, mais 8,2 % que exercício anterior.

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Vendas do grupo Portucel crescem para máximo de sempre. nelson garrido

A Portucel começa a apresentação das suas contas anuais com a declaração de que “o ano de 2015 representa um marco importante na história do grupo, não apenas pelo arranque do plano de desenvolvimento estratégico relativo ao novo ciclo de crescimento, mas também pelo bom desempenho operacional do negócio base de pasta e papel”.

Os dados revelados esta quinta-feira mostram que “o volume de negócios atingiu 1,6 mil milhões, o maior valor alguma vez registado, reflectindo um aumento de cerca de 85,7 milhões relativamente a 2014 (+5,6%), que resulta essencialmente da evolução favorável dos preços de pasta e de papel, decorrente da valorização do dólar face ao euro”.

A contribuir para o crescimento das vendas esteve ainda a inclusão do negócio de tissue (papel de uso doméstico) no universo de consolidação do grupo.

O peso das vendas de papel no volume de negócios foi de 75%, a energia representou 12%, a pasta 9% e o tissue cerca de 3%, revela a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O resultado líquido consolidado foi de 196,4 milhões de euros, mais 8,2% face ao ano anterior, e o EBITDA atingiu 390 milhões, aumentando 18,7,%, com melhoria na margem EBITDA/vendas para 24%.

O plano de crescimento do grupo incluiu, entre outros, o arranque da nova capacidade de pasta em Cacia, permitindo um aumento de produção anual de 20%, a entrada no tissue, com a aquisição e integração da MAS, a conclusão e arranque da segunda máquina de produção de tissue em Vila Velha de Ródão.

O quarto trimestre de 2015, e face ao anterior, o grupo registou um volume de vendas de papel de 425 mil toneladas, novo recorde.

Sobre a evolução do principal negócio, o papel não revestido de impressão e escrita (UWF), a empresa refere que o mercado europeu registou apenas uma ligeira redução do consumo aparente (cerca de 0,3%), tendo registado um significativo crescimento de exportações, apoiado pelo comportamento favorável da cotação do dólar. “Tirando partido da evolução cambial, a Portucel expandiu as suas vendas em mercados baseados em dólares, registando um crescimento de cerca de 1,7% no volume vendido para esses mercados”, pode ler-se no comunicado.

O preço médio de venda do grupo teve uma evolução bastante positiva, aumentando cerca de 5% relativamente ao ano de 2014, o que possibilitou um crescimento de 4,0% no valor das vendas de papel em 2015, que ultrapassaram 1,2 mil milhões de euros, atingindo o valor mais elevado de sempre.

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