Grupo mata uma pessoa durante fuga após assalto a carrinha de valores

Vítima mortal, um homem de 49 anos, foi coagida a parar o carro em plena A16, mas, mesmo depois de atingida, continuou a conduzir. Grupo armado continua em fuga.

Um grupo armado de indivíduos encapuzados matou um homem de 49 anos na tarde deste domingo perto das portagens de Mem Martins, em Sintra, durante a fuga após um assalto a uma carrinha de valores, junto a um hipermercado em Lourel, no concelho de Sintra. As autoridades policiais continuam à procura dos suspeitos. 

A vítima mortal foi coagida pelo grupo a parar o carro em plena A16, mas, mesmo depois de atingida, continuou a conduzir até às portagens de Mem Martins. O relato é do tenente Costa, do Comando Territorial de Lisboa da GNR, que adianta que o carro onde o grupo seguia (que terá sido roubado junto ao hipermercado ou antes) se despistou logo na entrada de Lourel daquela auto-estrada, deixando os assaltantes a pé.

O grupo, que a polícia acredita ter entre quatro e cinco elementos, continuou a ameaçar automobilistas a pararem, tendo conseguido imobilizar uma viatura que usou para fugir. Desta vez não fez feridos. O tenente Costa refere que várias pessoas ligaram para a GNR a dar conta que havia pessoas a pé em plena A16, pessoas essas que as autoridades acreditam ser os assaltantes.

O comissário Pimentel, do comando metropolitano de Lisboa da PSP, confirmou a morte de um homem. "A vítima foi transportada para um hospital, mas acabou por morrer", afirmou o responsável. O comissário Pimentel adiantou ainda que a circulação na A16 esteve vários vezes condicionada desde o início da tarde, tendo inclusive chegado a estar cortada nos dois sentidos. Por volta das oito da noite, o trânsito começou a fluir sem restrições.

A relações públicas do Hospital São Francisco Xavier, Alexandra Flores, confirmou ao PÚBLICO que o baleado foi transportado para aquela unidade por uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Instituto Nacional de Emergência Médica. "O senhor, que teria 49 anos, entrou no hospital já sem vida", afirmou a assessora. 

Segundo o tenente Costa da GNR, o assalto, que foi bem sucedido mas cujo montante roubado desconhece, ocorreu entre as 14h e as 14h30. Os suspeitos barraram a carrinha de valores da empresa Loomis (antiga Securitas) que se encontrava junto ao hipermercado com um carro e conseguiram levar pelo menos parte do dinheiro que transportava. Não há registo de feridos entre os seguranças da carrinha.O PÚBLICO tentou contactar, sem sucesso, a Loomis, que no seu site informar ter "uma frota de cerca de 100 viaturas operacionais dedicadas ao transporte de valores para clientes de retalho, cadeias comerciais, público e instituições financeiras".

Fonte da PSP adiantou à agência Lusa que os suspeitos, já de carro, terão saído da A16 e seguido em direcção à zona da Terrugem, em Sintra.

Neste momento, o grupo está a ser procurado pelas várias polícias, estando a investigação do assalto entregue à Polícia Judiciária, onde está entregue à Unidade Nacional de Contra Terrorismo. 

Segundo o último relatório anual de segurança interna, relativo a 2014, nesse ano registaram-se 20 roubos a transportes de valores, menos 15% que no ano anterior, uma diminuição em linha com uma tendência de decréscimo verificada desde 2010. Deste conjunto, pelo menos cinco casos resultaram em roubos de quantias superiores a 50 mil euros. A maioria destes crimes concentrou-se em apenas quatro distritos (Braga, Porto, Lisboa e Setúbal) e foi cometida por mais de dois indivíduos com recurso a arma de fogo.  

"A diminuição generalizada no número destes crimes reflecte a assertiva resposta policial e o aumento da segurança no transporte de valores, com a utilização de malas de segurança com sistema remoto de alarme, tintagem e geo-localização, bem como nas operações de carregamento em ATM efectuadas em mais trajectos com menores valores transportados", lê-se no mesmo relatório.

×

Subscreva as nossas newsletters

O melhor do Público no email.

Subscrever

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.