Itália à procura de não repetir o pesadelo

Os italianos vão tentar eliminar a Macedónia do Norte para não falharem de novo um Mundial de futebol.

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Mancini entre os jogadores italianos Reuters/MATT DUNHAM

É o embate mais desequilibrado das meias-finais dos play-off de acesso à fase final do Mundial de futebol 2022, mas também aquele que mais interessa a Portugal, pois dele sairá o adversário da selecção portuguesa no caso, claro, de triunfo sobre a Turquia. Itália e Macedónia do Norte defrontam-se nesta quinta-feira numa espécie de embate entre um David e um Golias. Os italianos, actuais campeões da Europa e sextos do ranking da FIFA, são os claros favoritos na partida que os colocará frente aos norte-macedónios, 67.ºs desse mesmo ranking. Mas a Itália já “provou do veneno” do seu opositor desta noite.

Na fase de qualificação para o Mundial 2018, a Macedónia do Norte foi uma das selecções que obrigaram a Itália a jogar um play-off, ao empatar a um golo em Turim depois de ter perdido pela margem mínima (3-2) e com um golo nos descontos em Skopie. Os italianos seriam eliminados pela Suécia nesse play-off, falhando a ida ao Mundial, depois de 14 presenças consecutivas. E é esse risco que correm novamente.

Claro que a Macedónia do Norte da altura não é a mesma de agora. Ou melhor. Há uma grande diferença. Na época tinha no seu “onze” Goran Pandev e agora já não o tem. Mas também a Itália é bem diferente daquela, tendo, depois desse falhanço, promovido uma profunda renovação da sua selecção o que contribuiu para a conquista do título de campeã europeia.

Certo é que Roberto Mancini está de sobreaviso e na antevisão da partida desta quinta-feira fez questão de lembrar que a Macedónia do Norte foi capaz de derrotar a Alemanha (2-1), em Março do ano passado, impedindo os germânicos de alcançarem o pleno de vitórias no Grupo J de apuramento para o Qatar.

Já Chiellini foi mais taxativo: “Não precisamos de fazer nada de extraordinário. Se jogarmos como sabemos iremos vencer”, declarou o defesa da Juventus.

Mais equilibrado, pelo menos em teoria, promete ser o duelo entre Suécia e República Checa. Os checos não conseguem apurar-se para um Mundial desde 2006, mas essa qualificação foi à custa de uma selecção escandinava – na ocasião a Noruega perdeu no play-off. No recente Campeonato da Europa, a Rep. Checa chegou aos quartos-de-final. Para contrariar tudo isto a Suécia jogará em Solna, cidade inspiradora, já que os suecos venceram os últimos nove jogos que lá disputaram, apontando 18 golos e sofrendo apenas quatro.

Ibrahimovic está de volta à selecção, mas ainda não poderá ajudar na partida contra os checos por estar a cumprir uma suspensão. O avançado sueco, contudo, espera que a selecção nórdica siga em frente para, a seguir, poder dar o seu contributo. E, bem ao seu jeito, declarou: “Não poderei jogar 90 minutos. Estou a ficar velho mas ainda em grande forma, aproveitem para me verem em campo enquanto podem porque não voltarão a ver nada assim. Vão ver o Elanga, mas, com todo o respeito, não voltarão a ver um Ibrahimovic. Aproveitem enquanto duro.”

Quem vencer deste duelo terá pela frente a Polónia, já apurada devido à exclusão da Rússia, motivada pela invasão deste país à Ucrânia.

Quem também quer fazer história é o País de Gales que, apesar de ter marcado presença nos dois últimos Europeus, não compete na fase final de um Mundial desde 1958. Para lá chegar os galeses terão que ultrapassar, primeiramente, a Áustria que, por sua vez, não vai a um Campeonato do Mundo desde 1998. A seu favor, os galeses têm o “factor casa”: não perdem um jogo disputado em Gales há 16 partidas. O seu último desaire nessas condições foi perante a Dinamarca, em Novembro de 2018.

Quem vencer esta meia-final do play-off irá defrontar o vencedor do Escócia-Ucrânia, encontro adiado devido à guerra em solo ucraniano e que ainda não tem data marcada.

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