Novo livro da brasileira Nelida Piñon entre novidades da Temas e Debates

A escritora brasileira que foi distinguida com o Prémio Literário Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora, terá o seu livro de memórias Uma Lágrima Furtiva nas livrarias em Fevereiro.

Foto
Nelida Piñon dr

Um novo livro de Nelida Piñon, as biografias da rainha Carlota Joaquina e da imperatriz Leopoldina de Habsburgo, num só volume, e Os Leitores Perguntam, Padre António Vieira Responde, são algumas das novidades editoriais da Temas e Debates.

Em comunicado, a chancela do Grupo Bertrand/Círculo afirma que "o primeiro livro da Temas e Debates a chegar às livrarias, este ano, é Os Leitores Perguntam, Padre António Vieira Responde, uma obra com organização de Aida Lemos, Joana Pinho, José Eduardo Franco e Porfírio Pinto.

"[O padre António] Vieira ousa, com a palavra e com a vida, afrontar os problemas dos homens e das mulheres do seu tempo, mas também os do seu país e os da humanidade no seu todo. Com este livro dá-se a conhecer de modo selecto e acessível aos leitores de hoje o essencial do seu pensamento universalista, que as ajudará a responderem aos desafios da actualidade", lê-se no comunicado.

Ainda em Janeiro é publicado Carlota Joaquina e Leopoldina de Habsburgo: Rainhas de Portugal no Novo Mundo, dos historiadores António Ventura e Maria de Lourdes Viana Lyra.

Neste volume traçam-se as biografias de Carlota Joaquina, mulher do príncipe regente, que se tornou rei João VI, no Brasil, em 1816, e de Leopoldina de Habsburgo, mulher do primeiro imperador do Brasil, Pedro I, e que foi também rei de Portugal, Pedro IV.

O novo título da escritora Nelida Piñon, Uma Furtiva Lágrima, é apresentado pela Temas e Debates como "um livro de memórias com uma escrita luminosa", e é editado em Fevereiro próximo, dois meses depois de a escritora brasileira ter sido distinguida com o Prémio Literário Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora.

Segundo a editora, "trata-se de uma narrativa de impressões sobre a vida e a morte, sobre as relações humanas, o amor, a paixão, a pertença, num exercício literário de rara beleza".

Nelida Piñon, autora de romance como A Casa da Paixão", afirma: "Escrever é o que sei fazer. Narrar me insere na corrente sanguínea do humano e me assegura que assim prossigo na contagem dos minutos da vida alheia. Pois nada deve ser esquecido, deixado ao relento. Há que pinçar [segurar] a história dos sentimentos a partir da perplexidade sentida pelo homem que na solidão da caverna acendeu o primeiro fogo".

A escritora foi eleita em Julho de 1989 para Academia Brasileira de Letras, ocupando desde 1990 a cadeira que tem por patrono Pardal Mallet.

Piñon iniciou a carreira literária na década de 1960 e é autora de cerca de dez romances, além de ensaios, livros de contos, crónicas e ficção infantil.

Outra novidade é Para Que Serve a Filosofia?, um livro de Mary Midgley, que "responde a esta e outras perguntas provocadoras, nas suas mais variadas formas de ansiedades intelectuais e confusões, ensinando-nos como lidar com elas".

Em Março, é dado à estampa O Valor de Tudo, de Mariana Mazzucato.

Outra novidade editorial é Diário de Fernão de Magalhães, do antropólogo e historiador José Manuel de la Fuente, sobre o navegador português Fernão Magalhães que "estabeleceu pela primeira vez os limites do mundo e do seu contorno esférico".

O trimestre da Temas e Debates encerra com dois títulos: Breve História da Ideologia Ocidental, de Rolf Petri, e História, Arte e Literatura, de Diogo Ramada Curto.

Na sua obra, Rolf Petri "criou um variado registo temático de assuntos que incluem religião, colonialismo, raça e género, essenciais à compreensão do mundo contemporâneo", e "revela aos leitores como a linguagem política do quotidiano está carregada de representações ideológicas do mundo e explica isso numa abordagem narrativa de grande simplicidade".

História, Arte e Literatura é "um livro composto por uma selecção de notas e ensaios de história cultural escritos na última meia dúzia de anos". Diogo Ramada Curto escreve "sobre história, arte e literatura, para públicos alargados, com a convicção de seguir uma linha de intervenção crítica e sem abdicar de instrumentos de prova e de análises rigorosas".

Sugerir correcção
Comentar