Arquitecto português residente em Londres escolhe Lisboa para primeira mostra individual

Exposição de Bruno Castro Santos vai estar no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, até 5 de Janeiro de 2014. Desenhos e pinturas são de um "vermelho intenso"

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RED são desenhos e pinturas de um vermelho intenso, feitas com tinta têxtil Bruno Castro Santos

"RED" é o nome da primeira exposição individual do português Bruno Castro Santos, desde que trocou a arquitectura pela pintura, tendo feito questão de mostrar a obra em Lisboa, primeiro, apesar de residir em Londres.

"Portugal é o meu país. Tenho uma enorme admiração pela cultura portuguesa, pelos artistas portugueses e pela arte que se produz em Portugal. Expor o trabalho é uma forma de nos responsabilizarmos por ele", disse à agência Lusa.

A mostra será composta por desenhos e pinturas — nove de escala média e dez de pequena dimensão —, e vai estar patente na Sala do Veado no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, durante um mês, do próximo dia 5 de Dezembro a 5 de Janeiro de 2014.

São, essencialmente, de acordo com a apresentação da mostra, obras de um "vermelho intenso", feitas com tinta têxtil. Bruno Castro Santos foi arquitecto durante dez anos em Lisboa, com atelier próprio, que fundou após a conclusão de estudos superiores na Califórnia e na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, Estados Unidos.

Como arquitecto, foi distinguido em Genebra, com o 1.º prémio do Pavilhão Português na mostra de arquitectura, em 2000, nos Estados Unidos e no concurso internacional para "Uma visão de Kyoto no século XXI", que lhe valeu uma menção honrosa do júri que integrava, entre outros, os arquitectos Tadao Ando e Rem Koolhas.

Em 2008, porém, Bruno Castro Santos, então com 36 anos, decidiu dedicar-se à arte e concluiu os programas avançados da Ar.Co, em Lisboa, retomando um interesse que desenvolvera na juventude e que então o levara a frequentar o curso da Sociedade Nacional de Belas Artes.

"A arquitectura e a arte foram dois universos sempre presentes, duas disciplinas complementares. Mas senti necessidade de me dedicar inteiramente à arte", justificou, em declarações à Lusa.

A viver em Londres há cerca de um ano, o artista valoriza a "riqueza cultural desta cidade, não só em termos de arte", e também o efeito que viver no estrangeiro tem no seu trabalho. "Porque vimos de fora, olhamos e sentimos de um modo ampliado, reparamos em coisas e fazemos associações que um local já não repara ou faz, porque o contexto não nos é próximo nem familiar."

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