Brasil: mortes nas cheias sobem para 147, chuva continua a cair

Estado no Sul do Brasil regista 147 mortes e 125 desaparecidos. Brasília desbloqueia mais dois milhões de euros para ajudar vítimas. Previsão meteorológica é “extremamente preocupante”.

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Imagem captada com drone mostra destruição causada pela inundação do rio Forqueta em Lajeado, no Rio Grande do Sul Sebastiao Moreira / EPA
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O número de mortos em decorrência das fortes chuvas no Rio Grande do Sul, no Brasil, subiu para 147, informaram as autoridades locais. Existem ainda 125 pessoas desaparecidas naquele estado no Sul do Brasil, onde os rios registam subidas de nível. As chuvas continuam a cair – e o serviço meteorológico Metsul classifica a situação como extremamente preocupante.

No sábado à noite, o Governo brasileiro anunciou cerca de 12,1 mil milhões de reais (2,16 mil milhões de euros) em despesas de emergência para fazer face à crise que já desalojou mais de 538 mil pessoas no estado, de uma população de cerca de 10,9 milhões de habitantes. Ao todo, mais de 10 mil milhões de euros em recursos federais já foram disponibilizados para o Rio Grande do Sul, revelou o governo federal numa nota de imprensa divulgada no sábado.

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o Estado vai reconstruir tudo o que foi destruído. Sabemos que nem tudo pode ser recuperado, mães perderam seus filhos e filhos perderam suas mães, afirmou Lula na rede social X, numa declaração para assinalar o Dia das Mães (que se comemora no Brasil uma semana mais tarde do que em Portugal).

No sábado, o Presidente dos EUA, Joe Biden, emitiu uma declaração, dizendo que a sua administração está em contacto com o governo brasileiro para prestar assistência. Os nossos pensamentos e orações estão não só com as pessoas afectadas por esta tragédia, mas também com os socorristas que trabalham para resgatar e prestar cuidados médicos às famílias, disse Biden.

A chuva continuou a cair tanto no domingo como nesta segunda-feira. Menos de duas semanas após o início das chuvas, o Rio Grande do Sul está novamente em alerta, com o risco de a água voltar a subir para níveis recordes no lago Guaíba, próximo da capital, Porto Alegre.

O estado do Rio Grande do Sul está situado num ponto de encontro geográfico entre as atmosferas tropical e polar, o que criou um padrão climático com períodos de chuvas intensas ou de seca hidrológica. Os cientistas locais acreditam que este padrão se tem vindo a intensificar devido às alterações climáticas, que aumentam a frequência e a intensidade dos fenómenos climáticos extremos.

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