Ciência

As imagens do eclipse solar que anoiteceu os céus da América a meio do dia

Foi um espectáculo astronómico que nem o céu nublado conseguiu arruinar. Os astros alinharam-se sobre a América e a tarde fez-se noite desde o México até ao Canadá. Outro eclipse solar na mesma região do planeta só acontecerá daqui a duas décadas.

A Lua tapa o Sol, durante um eclipse solar total, visto de Carbondale, Illinois, Estados Unidos. Reuters/Evelyn Hockstein
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A Lua tapa o Sol, durante um eclipse solar total, visto de Carbondale, Illinois, Estados Unidos. Reuters/Evelyn Hockstein

Não queremos ser desmancha-prazeres, mas há que colocar os pontos nos is: não é que os eclipses solares totais sejam assim tão raros, como a passagem de um daqueles cometas que se arrastam por centenas de anos nas suas longas viagens pelo espaço, visíveis apenas a cada três ou quatro (ou mais) gerações. Na verdade, acontecem em intervalos de um a três anos em algum ponto do planeta Terra. 

O que os torna especiais, no entanto, é que esse ponto fica quase sempre longe dos olhares curiosos dos terráqueos: seria necessário aventurar-se nas regiões mais recônditas dos oceanos e nos pólos da Terra para observar com alguma regularidade um eclipse total do Sol como o que aconteceu esta segunda-feira na América.

E é por isso que, quando acontecem em lugares onde vivem milhões de pessoas, praticamente batendo à porta de mexicanos, norte-americanos e canadianos, o mundo parece parar para apreciar uma paisagem astronómica que só se repetirá perante os olhos humanos daqui a muitos anos.

Não é, por isso, surpreendente que nem as previsões meteorológicas de um céu primaveril ligeiramente nublado tenham dissuadido multidões a reunirem-se em parques e avenidas, centros científicos e descampados, para observar um fenómeno que não acontecia desde 2017 nos Estados Unidos (e foi a primeira vez desde os anos 20) e que só se repetirá nesta região em 2044.

Munidos de óculos improvisados feitos em casa — algo que os oftalmologistas até desaconselham — ou com telescópios equipados para o efeito, milhões de pessoas estiveram de olhos postos no céu. É que, pelo menos no estreito corredor onde a Lua tapou o Sol a 100%, nem as nuvens conseguem atrapalhar o efeito final de um eclipse solar como este: a escuridão total.

Várias pessoas observam um eclipse solar parcial no Observatório Griffith em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos.
Várias pessoas observam um eclipse solar parcial no Observatório Griffith em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos. EPA/ALLISON DINNER
Um homem ergue as mãos enquanto o Sol espreita por entre as nuvens durante um eclipse solar total, em que a lua vai apagar o sol, num parque em Dunkirk, Nova Iorque.
Um homem ergue as mãos enquanto o Sol espreita por entre as nuvens durante um eclipse solar total, em que a lua vai apagar o sol, num parque em Dunkirk, Nova Iorque. Reuters/Elizabeth Frantz
A luz é reflectida nos edifícios durante um eclipse solar parcial, em que a Lua vai apagando parcialmente o Sol, em Times Square, na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos.
A luz é reflectida nos edifícios durante um eclipse solar parcial, em que a Lua vai apagando parcialmente o Sol, em Times Square, na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos. Reuters/Shannon Stapleton
Um avião passa durante um eclipse solar parcial visto de Queens, Nova Iorque, Estados Unidos.
Um avião passa durante um eclipse solar parcial visto de Queens, Nova Iorque, Estados Unidos. Reuters/Andrew Kelly
Um homem reage enquanto assiste a um eclipse solar parcial no Observatório Griffith em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos.
Um homem reage enquanto assiste a um eclipse solar parcial no Observatório Griffith em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos. EPA/ALLISON DINNER