Taxas Euribor recuam ligeiramente com decisão do BCE de não subir taxas

Descida mais expressiva na Euribor a 12 meses e recuos muito reduzidos a seis e a três meses.

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Desaceleração das taxas Euribor é muito reduzida Ricardo Lopes
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As taxas Euribor registaram descidas ligeiras, nas últimas sessões, um comportamento que se repetiu esta sexta-feira. Na base destas quedas estava a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) suspenderia a subida das suas taxas directoras, depois de dez subidas em 15 meses, o que veio a confirmar-se esta quinta-feira.

Mas as quedas são ligeiras, porque a mensagem do BCE não dá margem para muito mais, nomeadamente quando avisa que manter agora as taxas “não significa que não voltem a subir” e ao considerar “prematura” uma hipótese de descida.

Num contexto de maior incerteza, nomeadamente por causa da situação que se vive no Médio Oriente, as taxas utilizadas na maioria dos créditos à habitação desceram de forma mais expressiva a 12 meses, ao recuar 0,024 pontos percentuais, para 4,104%, contra o máximo desde Novembro de 2008 de 4,228% verificado a 29 de Setembro.

Este prazo está presente, segundo dados do Banco de Portugal referentes a Agosto de 2023, em 38,7% do stock de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável.

Na Euribor a seis meses, a queda foi de apenas 0,003 pontos, para 4,102%, e contra o máximo desde Novembro de 2008, de 4,143%, registado em 18 de Outubro. Este prazo está presente em 35,4% dos empréstimos.

Na Euribor a três meses, presente em 23,2% dos contratos, a variação também foi de apenas 0,004 pontos, para 3,948%, abaixo do máximo de 4,002%, registado em 19 de Outubro.

A subida das taxas Euribor, iniciada em 2022, tem agravado significativamente os créditos à habitação e às empresas.

Depois de atingir valores negativos, onde permaneceram durante quase sete anos, os aumentos são explicados pelo aumento da inflação e pelas decisões de política monetária do BCE para a baixar.

As Euribor são fixadas no mercado monetário, a partir da média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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