Jovem portuguesa que estava desaparecida em Israel encontrada morta

Rotem Neumann era estudante de Ciências do Comportamento e vivia em Telavive. No sábado, participava num festival de música perto da Faixa de Gaza. Associated Press noticia que a portuguesa morreu.

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Rotem, de 25 anos, no início deste ano em Lisboa DR
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Rotem Neumann, a portuguesa que estava desaparecida em Israel, foi encontrada morta esta terça-feira, 10 de Outubro, disse o seu primo Tomer Neumann à agência Associated Press e confirmou o PÚBLICO junto de outra fonte familiar. A cidadã luso-israelita tinha 25 anos e era uma das participantes no festival de música atacado pelo Hamas. Estava desaparecida desde sábado, 7 de Outubro, mas foi entretanto identificada como uma das vítimas mortais encontradas no local.

De origem sefardita e nacionalidade portuguesa, Rotem Neumann era estudante de Ciências do Comportamento e vivia em Telavive. No sábado, participava num festival de música perto da Faixa de Gaza. Tomer Neumann disse à Associated Press que Rotem ligou aos pais, a partir do festival, quando ouviu disparos de rockets. Desde então, nunca mais tinham tido notícias de Rotem.

Tomer Neumann contou ao PÚBLICO, na segunda-feira, que no sábado de manhã se ouviram sirenes de alerta em Israel e depois chegaram os rockets. “Ao início, pensámos que fosse o primeiro de mais alguns dias de combates, é algo a que estamos mais ou menos habituados”, relatou. “Não sabíamos bem o que se estava a passar, mas sabíamos que muitos terroristas [membros do Hamas] tinham entrado em Israel e que tinham atacado, em primeiro lugar, um festival de música a poucos quilómetros de Gaza.” Pouco tempo depois, perceberam que era a festa em que Rotem estava.

Nessa entrevista ao PÚBLICO, Tomer Neumann contou que a prima não se terá cruzado com os terroristas no recinto do festival e que tinha fugido com vários amigos para norte – não sabendo que encontrariam mais homens armados. “Encontraram terroristas, mudaram de direcção, perceberam que estavam numa emboscada. Depois esconderam-se num abrigo à superfície, feito para proteger as pessoas de ataques aéreos, mas não de outras pessoas”, contou.

Rotem ainda disse a um amigo, que teria ficado no recinto do festival, para ir ter com ela a um abrigo, onde estariam a salvo. O tal amigo disse que iria ter ao abrigo, mas, uma hora depois, não teve resposta, quando perguntou como estavam as coisas por lá.

No sábado, a partir de Gaza, o grupo palestiniano Hamas transpôs as barreiras de segurança impostas por Israel e numa ofensiva ocupou aldeias e vilas um pouco por todo o Sul de Israel. Conseguiu sequestrar dezenas de civis e militares israelitas. Já morreram mais de 1000 pessoas, sobretudo civis.

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