As cheias em Lisboa não caíram do céu

A responsabilidade pelas cheias não é de Moedas, é da excessiva impermeabilização dos solos. Foram décadas de inconsciência urbanística.

Começo por dizer que fiz parte, desde o início, de um grupo que, com José Sá Fernandes e Gonçalo Ribeiro Telles, se propôs pensar a cidade de Lisboa. Acreditámos que era possível concretizar aquilo em que tínhamos pensado – não era uma Lisboa teórica. Não estou a falar de desenvolvimento económico ou turismo, mas sim de estrutura ecológica, renovação de espaços verdes e políticas ambientais. Primeiro com o Bloco, depois com o PS, numa candidatura liderada por António Costa, e, por fim, com Fernando Medina, estabelecemos acordos que continham as exigências, que eram sobretudo ambientais, mas também de defesa do património histórico e cultural da cidade.

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