Em Oleiros, o Outono sabe a medronho, azeite, marmelada e a aconchego

Fomos à Beira Baixa a pretexto das colheitas desta estação do ano e dos produtos que giram à volta delas. Em destilarias, lagares, medronhais e casas de lavradores vimos tradições ancestrais.

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“Só este ano, passados cinco anos do incêndio, é que temos este medronhal a produzir normalmente” Sergio Azenha
SA - 28/10/2022 - OLEIROS - Medronheiros com medronhos
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“Só este ano, passados cinco anos do incêndio, é que temos este medronhal a produzir normalmente” Sergio Azenha

A proposta era tentadora, inclusive para os menos fãs desta época que forçou o adeus ao Verão, sujeitando-nos aos dias curtos e frescos (este ano, é proibido dizer mal da chuva). O convite desafiava-nos a rumar a Oleiros, no distrito de Castelo Branco, a pretexto dos produtos de Outono e da sua transformação, com direito a usufruir “do aconchego a que a estação obriga” e “com lareira a fazer de companhia ao serão”. Impossível resistir, certo? Seguimos viagem até ao interior, seduzidos pela ideia de ir descobrir como é que se produz a aguardente e as compotas de medronho, o azeite e o cabrito estonado, provar mais umas quantas iguarias e usufruir do sossego da natureza. Pelo meio, ainda arranjámos tempo para fazer marmelada e receber verdadeiras aulas de resiliência, com professores que teimam em não vergar perante a crueldade dos fogos.

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