Norma Jean, puzzle de uma rapariga em queda

Retrato estilhaçado de senhora, ambição e alguma lata para pegar no livro de Joyce Carol Oates, Blonde. Mas o filme de Andrew Dominik fica aquém do voo surreal que é o livro.

Blonde. Ana de Armas as Marilyn Monroe. Cr. Netflix © 2022
Fotogaleria
O mimetismo foi o ponto de partida, mas manteve-se como cimento da estrutura de Blonde ©Netflix
ipsilon-papel,cultura,ipsilon,critica,cinema,culturaipsilon,
Fotogaleria

O olhar de Andrew Dominik sobre Marilyn Monroe, em 5 takes, é lúcido, pouco canónico e parte de um espaço de interpretação. “Em 5 takes”, quer dizer: a revista Sight and Sound pediu-lhe que definisse a actriz nas suas páginas (edição de Outubro), identificando momentos à escolha. Todos eles, cinco fotogramas, revelam um questionamento, algo que não é fácil de sustentar, hoje, perante um mito que se tornou avassalador 60 anos depois de uma overdose.

Sugerir correcção
Comentar