A arma contra a extrema-direita chama-se Europa

A União continua a ser um lugar de estabilidade e segurança que nestes tempos angustiosos nem os radicais da extrema-direita ousam questionar. É esse valor que está a salvar a Europa.

A Itália prepara-se para eleger uma primeira-ministra xenófoba, racista e com óbvias simpatias pela memória de Benito Mussolini, Giorgia Meloni. Será apoiada pelo partido de um populista de extrema-direita, Matteo Salvini, e por uma figura de plástico com um longo rasto de corrupção, Silvio Berlusconi. O cenário é assustador, mas parece estar longe de gerar o pavor da eleição de 2018, quando Salvini e o Movimento 5 Estrelas do comediante Beppe Grillo tomaram o poder. A pouco e pouco, a Europa vai-se habituando à ascensão da extrema-direita. Sem o poder dissuasor da União, estaria a reviver o pesadelo dos anos de 1920.

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