A homossexualidade no Estado Novo lembrada por André Murraças

Sombras Andantes, sexta-feira e sábado desta e da próxima semana no Museu do Aljube, encadeia histórias daqueles que, num sofrimento silencioso, tiveram de viver a sua intimidade escondendo-se do controlo moral da ditadura. Histórias para não caírem no esquecimento.

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André Murraças delega na voz do actor Miguel Ponte a narrativa de "Sombras Andantes" ALIPIO PADILHA
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"Sombras Andantes" para ver no Museu do Aljube, em Lisboa ALIPIO PADILHA

Após uma breve revisão do que significava a homossexualidade em Portugal durante a monarquia – tida como “crime contra a honestidade” – ou enquanto durou a I República – quando comparava com a mendicidade e dava direito a prisão –, e recuperando ainda o retrato que transbordava das páginas de literatura, dos palcos da revista à portuguesa ou do pensamento que dominava a medicina de então, André Murraças delega na voz do actor Miguel Ponte a narrativa que se seguirá. Porque tal como diz no auditório do Museu do Aljube, Lisboa, onde apresentará Sombras Andantes sexta-feira e sábado desta e da próxima semana (dias 23, 24 e 30 de Setembro, e 1 de Outubro), o encenador emociona-se com o relato da vivência da homossexualidade durante os anos de ditadura em Portugal e sabe que, mais tarde ou mais cedo, era provável que a voz lhe falhasse.

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