Diversidade racial na televisão: da bem feita aos achaques da alt-right

Estes escândalos da “nova” direita com atores não brancos fazendo papéis de seres de ficção são divertidos. Por outro lado, revelam como está acirrada a combater esses bons valores que são a representatividade e a inclusão no espaço mediático e cultural das mais variadas pessoas que compõem a comunidade.

Não é novidade: a direita populista e conservadora, porventura por excessivo vagar, é propensa a entreter-se nas guerras culturais. Algumas são perigosas – as relativas às leis draconianas que impedem abortos mesmo em casos de violação ou de perigo para a saúde (e às vezes a vida) da mãe, ou às crescentes dificuldades de acesso à contraceção urdidas nos Estados Unidos, no conjunto não mais que formas de controlar totalmente a sexualidade das mulheres e de as remeter para o lugar de parideiras. Outras são muito divertidas – como é a indignação pela introdução da diversidade racial nas produções cinematográficas de obras de fantasia.

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