Desculpa por massacre de Wiriamu “devia obrigar-nos a olhar para a história de Portugal e a questão colonial”

Maria Paula Meneses, moçambicana, antropóloga e historiadora classifica o pedido de desculpas do primeiro-ministro de “corajoso”. Diz que vem em linha com o que já fizeram outros países europeus e defende que é necessário criar “comissões de verdade e reconciliação” sobre os crimes de guerra.

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Maria Paula Meneses, moçambicana, tem investigado história política DR

Maria Paula Meneses, antropóloga, historiadora moçambicana e investigadora coordenadora no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, doutorada pelas Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, tem focado a sua pesquisa em história política e nas relações entre conhecimento e poder. Nesta entrevista fala sobre o pedido de desculpas do primeiro-ministro António Costa pelo massacre de Wiriamu, a 16 de Dezembro de 1972, em que tropas portuguesas dispararam sobre homens, mulheres e crianças, fuzilando-os. A chacina prosseguiu em quatro povoações ao lado, no rio Zambeze. Na sua intervenção, Costa afirmou que foi um “acto indesculpável que desonra a nossa História”​.

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