O casal notorious de Kiyoshi Kurosawa

Mulher de um Espião, de Kiyoshi Kurosawa, é um filme clássico e realista que faríamos mal em entender como “académico”.

Tão clássico e tão realista: <i>Mulher de um Espião</i>
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Tão clássico e tão realista: Mulher de um Espião
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Tão clássico e tão realista: Mulher de um Espião

“A minha lealdade não é para com um país, é para com a justiça universal”, diz o marido, Yusaku, à mulher, Satoko. É o Japão dos anos 40, em vésperas da entrada “oficial” na II Guerra (se admitirmos que a ocupação japonesa da Manchúria não era ainda a II Guerra), fascista e nacionalista, progressivamente xenófobo, e aquela frase situa-nos quanto à bondade da personagem. Quer usar os seus contactos e canais comerciais (dirige um pequeno negócio de importação e exportação) para fazer chegar ao estrangeiro um documento filmado que prova as atrocidades (experiências químicas em seres humanos) que os japoneses levam a cabo em campos de prisioneiros na Manchúria.

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