Os youtubes completos de Boris Johnson, agente intergaláctico

Baptizado Alexander Boris De Pfeffel Johnson, conseguiu perceber que Alexander era demasiado banal e De Pfeffel demasiado exótico. “Boris Johnson” é quase perfeito para alguém que não existe.

Todos os titulares de cargos públicos proeminentes têm direito a uma montagem visual no epílogo das carreiras. Enquanto uma narração impessoal vai catalogando triunfos, desaires e controvérsias, vemos uma amostra de momentos representativos: o erguer de braços após uma vitória apoteótica, o encontro memorável com um congénere estrangeiro, o aperto de mão após um tratado histórico. Estes são os nossos presidentes e primeiros-ministros: objectos permanentes da produção de seriedade. As montagens mais exóticas (bailaricos, carnavais, Guterr... Gondomares) costumam ficar reservadas para as figuras periféricas: caciques regionais, deputados excêntricos — o comic relief da política activa.

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