O professor de hip hop e a sua turma

Alto e Bom Som, de Nabyl Ayouch, um filme de “acção falada” e parcialmente “cantada”.

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Alto e Bom Som: filme de “acção falada” e parcialmente “cantada”
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A escola, outra vez. Tem sido o cenário de alguns dos mais notáveis filmes cá estreados este ano, do Professor Bachmann e a sua Turma de Maria Speth ao Recreio de Laura Wandel. No caso do filme do marroquino Nabil Ayouch, trata-se de uma escola de artes instalada num centro cultural em Casablanca, de que ele próprio foi um dos fundadores. Ayouch filmou, ao longo de ano e meio, os alunos de um atelier de rap ou hip hop, como os miúdos indiscriminadamente o denominam. Todas as conotações da origem desta música estão interiorizadas pelos miúdos, que se apropriam delas exactamente por essas razões. O hip hop é uma forma de ganharem uma voz, é uma forma de gritarem as suas revoltas pessoais por cima das circunstâncias sociais que sentem como opressivas. Pormenor importante, a escola situa-se num bairro (Sidi Moumen) que é um dos principais centros do extremismo religioso em Marrocos, de onde já saíram vários bombistas suicidas.

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